Investidores analisam participar em leilão de áreas no Pará

O diretor de Portos da Cargill Agrícola, Clythio van Buggenhout, admitiu nesta quarta-feira (24/02) estar estudando participar do segundo leilão de áreas portuárias que a Secretaria de Portos vai promover no próximo dia 31/03, na sede da Bovespa.

“Estamos sim olhando arrendamentos no leilão”, disse Buggenhout em sua fala durante o seminário “Setor Portuário: Desafios e Oportunidades”, realizado na sede da CNI em São Paulo. Participaram do evento o vice-presidente Michel Temer, o ministro do Planejamento Valdir Simão, o ministro da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, a secretária executiva do Ministério dos Transportes, Natália Marcassa de Souza, além de empresários e representantes de associações do setor.

Buggenhout explicou que a Cargill já atua em uma área portuária na região de Santarém (PA) e que, entre as seis áreas que serão ofertadas pela SEP, a de Vila do Conde foi incluída no processo de arrendamento justamente por solicitação da Cargill, em 2013.

Marcelo Araújo, presidente-executivo do Grupo Libra, disse que o setor privado tem que participar dos investimentos em infraestrutura, que são de cadeia muito longa e envolvem riscos. A saída é garantir estabilidade regulatória, afirmou o presidente da Libra, cujo foco dos investimentos é o Porto de Santos. “O planejamento é crítico, dada a complexidade desses projetos, que compreendem ciclos de investimento facilmente de 10 anos”.

Araújo elogiou a “identificação clara das projeções de demanda” realizada pela SEP e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq): “Temos que ser cirúrgicos, não adianta concentrar 20 projetos em um ano. O ideal é ter todos os anos novos projetos vindo”.

Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilson Manteli, que vem se reunindo com a SEP sobre o tema, afirmou que os investidores precisam de segurança e estabilidade, e elogiou a atuação do ministro Helder Barbalho. “O leão não fica esperando a presa. Quero lhe cumprimentar, ministro, por sua determinação de ir atrás da presa”. Manteli aproveitou para solicitar o encurtamento do prazo entre projeto de investimento e autorização do governo, e que o ministro da SEP seja líder nesse processo.

Líder

O consultor de infraestrutura e logística da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Luiz Fayet, disse em sua fala que o Brasil tem potencial para, até 2020, ser o maior exportador mundial do setor. Segundo ele, para que isso aconteça, falta garantir que o produto brasileiro chegue ao consumidor final, principalmente na Ásia, a preços mais competitivos.

“Os portos estavam parados e começamos a destravá-los. Primeiro chamamos a atenção para as poligonais e depois para os arrendamentos. Em nome da CNA, elogio pela forma como o senhor, ministro, tomou para si estas questões”, afirmou Fayet. “O freguês é nosso ouro, temos que saber onde está nosso ouro. Sem porto, não consigo atingir mercado”. Para Fayet, é importante garantir as rotas e baixar os custos, pois em média o nosso custo é quatro vezes maior que o dos EUA e Argentina.

No mesmo painel, o presidente na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado, afirmou que a Lei de Portos (12.815/2013) está mudando a situação portuária no Brasil. “O comércio exterior brasileiro dobrou nos últimos 10 anos, mas os portos não cresceram na mesma proporção. O novo programa de arrendamentos, comandado pelo ministro Helder Barbalho, está sendo muito bem conduzido. Dada a dinâmica do país, julgamos que o PNLP precisa ser frequentemente atualizado. O planejamento é fundamental”.

Vilson João Schuber, vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará, disse que o ‘destravamento’ do setor portuário e a viabilização do Arco Norte são uma renovação para o Brasil. “É importante relembrar o que disse o ministro Simão [Valdir Simão, do Planejamento], sobre a integração de rodovias, ferrovias e aeroportos”. O diretor-geral substituto da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Fernando Fonseca, afirmou que as três modalidades de investimentos privados para o setor portuário – arrendamento, outorga de terminais privados ou renovações de arrendamentos – sem dúvida nenhuma permitirão o atendimento da demanda.

Fonte: Portos do Brasil

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